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ADPERJ realiza culto inter-religioso para celebrar o Dia do Defensor Público

Num evento que contagiou a todos e com um público expressivo de defensores públicos e pensionistas, a ADPERJ realizou na manhã de ontem (19/05), a segunda edição do culto inter-religioso em comemoração ao Dia do Defensor Público, com representantes das religiões judaica, católica, muçulmana, evangélica, espírita e messiânica, sob o comando da defensora pública Zady de Andrade Ramos, que com elegância, suavidade e eficiência conduziu a cerimônia.
 
Participaram o Rabino Sergio Margulies, da Associação Religiosa Israelita do rio de Janeiro, o Padre Álvaro José Assunção Inácio da Silva, da Paróquia da Ressurreição, o Conselheiro Salah Al-Din, da Sociedade Beneficente Muçulmana do Rio de Janeiro, o Pastor José Laurindo Filho, da 1ª Igreja Batista de Niterói, Neusa Peçanha, presidente do Grupo Centro Espírita Discípulos de Alan Kardec e o Ministro Assistente Ricardo Dias, da Igreja Messiânica Mundial do Brasil (Johrei Center Gávea)
 
Sob o tema “O defensor Público e a oportunidade de servir”, as autoridades religiosas discursaram enfatizando a importância do papel do defensor público, dando destaque a trechos de textos religiosos de cada crença.
 
Em seu discurso o Rabino Sergio Margulies afirmou que na “gangorra da vida” teremos momentos áridos e adversos, mas também momentos altos e sublimes. Alertou para a importância de um equilíbrio, função essencial do defensor público para garantia da Justiça. Encerrou enfatizando que a missão do defensor público é o resgate da dignidade humana.
 
O Padre Álvaro iniciou suas palavras contando aos presentes que a celebração o deixava mais feliz por ele no passado ter sido um estagiário da Defensoria Pública. Relembrou que mesmo com muito trabalho e pouca estrutura eram momentos de muita satisfação. Encerrou dizendo que o Defensor tem a graça, a lei divina de poder proporcionar Justiça aos pobres.
 
“O defensor público tem uma missão difícil e por vezes valorizada”. Com essas palavras o Conselheiro Salah Al-Din começou seu discurso, reconhecendo também a dificuldade de se ensinar quem muitas vezes nada sabe e ainda fazer valer seus direitos. “Que os defensores estejam fortalecidos, com um escudo de anjos de proteção. E que jamais esmoreçam na luta. Devemos todos nos unir independente de religião”, encerrou.
 
O Pastor José Laurindo frisou a importância de uma Instituição que defenda os interesses dos pobres. Destacou também que o trabalho do defensor público depende mais de vocação do que interesses materiais.  Finalizou dizendo que o defensor tem a oportunidade de servir, colocando a lei no lugar certo e aplicando a Justiça.
 
“A vida de cada um de nós é um grande processo. E o processo de nossas vidas está se processando”. Com este pequeno trocadilho, a presidente do Grupo Centro Espírita Discípulos de Alan Kardec, Neusa Peçanha trouxe a mensagem de que as respostas que procuramos para nossas vidas não estão paradas. Encerrou dizendo que a defensoria divina estará sempre de plantão para apoiar os defensores públicos.
 
Já o ministro Ricardo Dias em seu discurso afirmou que a Defensoria Pública é a própria Justiça, orientando os necessitados sobre seus direitos para uma vida harmoniosa e feliz. “Ser feliz é fazer os outros felizes” destacou ainda.
 
Ao final, a colega Zady Ramos pediu licença para fazer um pequeno registro pessoal: “Depois de tantas palavras bonitas, me sinto fortificada e revigorada para mais um dia de trabalho”.
 
Os presentes puderam compartilhar um brunch oferecido pela Associação.



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